Mamadeira você já foi julgada por oferecê-la ao bebê

By 28 de junho de 2017Curiosidades
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Você já se sentiu julgada por dar mamadeira ao seu filho em público? A pergunta pode até soar esquisita, mas, de acordo com uma enquete feita pelo site CRESCER, não é incomum que isso aconteça. Das 222 mães que participaram, 59% responderam que sim, já passaram por algum tipo de constrangimento ou notaram olhares julgadores quando davam a mamadeira ao seu bebê. “Eu não tive leite e frequentemente era torturada psicologicamente com crueldade por outras mulheres. Não aconteceu só comigo. Tenho amigas passando por isso ainda hoje”, comentou Fabiana Cristina no Facebook da Crescer.

Aquelas que não tiveram esse problema representam 41% das participantes. “De maneira nenhuma! Nem nunca me prestei a responder ou justificar por que mamadeira e não peito. Minha filha, nossas regras (minha e dela)”, disse Luana Muniz. Algumas consideraram a pergunta sem sentido e ficaram surpresas ao saber que existem mães passando por esse tipo de situação. Como Fernanda Lys Gaia: “Tem isso agora? Condenam quem amamenta no peito em público e mamadeira também? Está difícil ser mãe desse jeito.” Veja a seguir outros comentários postados na nossa página.

“A pergunta parece absurda, mas existe mesmo… É a mesma coisa quando se fala em cesariana, a turma radical não usa bom senso e cai matando.”
Zee Cris

“De forma alguma. Só eu sei quais os motivos do uso da mamadeira. Só eu sei dos meus desafios e frustrações.”
Fabiane Corrêa

“Às vezes… Porque algumas mães acham que é regra amamentar. Mas as vezes não é possível. Nós, mães,  percebemos os olhares.”
Maria Fernanda Nevola

“Não senti e não sinto! E se alguém vier me criticar, essa pessoa é que vai ficar constrangida!”
Vivi Veríssimo

“A verdade é que não interessa muito como você está cuidando do seu filho, as pessoas sempre vão julgar se o que está fazendo é certo ou errado. Se amamenta em público, é porque quer se expor. Se dá mamadeira, é porque é preguiçosa. Se dá papinha industrializada, é porque é alienada. Se leva a comida feita em casa, é porque é neurótica. Se trabalha fora, é porque não quer participar da criação do filho. Se fica em casa, é porque quer vida mansa. Se fica em cima de cada passo do filho, é porque é superprotetora e sufocadora. Se deixa o filho se virar mais, é irresponsável… Se escolhe cesárea é egoísta, se escolhe parto normal é louca masoquista. Enfim, tudo que você faz fora da sua casa (e até mesmo dentro dela) está em risco de julgamento porque as pessoas, que te conhecem ou não, sempre vão achar que suas crenças são as únicas e absolutas e não tem empatia em compreender as escolhas daquela mãe. Já recebi olhares de julgamento e desaprovação. Eu simplesmente aprendi a ignorar, sei que faço tudo que considero melhor para minhas filhas, e ninguém vai me dizer o contrário. Por isso eu não julgo outras mães por suas escolhas, mesmo que essas não sejam as minhas.”
Patricia Santucci Alveia